CorpoTexto

Introdução


Corpo Texto é uma plataforma em primeira pessoa que encarna os mergulhos artístico-reflexivos de Fernanda Nardy Bellicieri.

Um espaço de registro de produção  autoral, a partir da lida com as múltiplas linguagens, norteada por uma estética do conhecimento sensível que abarca a relação dialógica entre teoria e experimentação, enquanto processo contínuo e indissociável.

Corpo Texto tem  alicerce conceitual e é produção técnica resultante da tese doutoral “A experiência do Corpo Texto: um aceno à construção da cena no corpo e à reinvenção do corpo em cena", orientada pelo artista-pesquisador Wilton Luiz de Azevedo, no Programa de Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. A tese consiste em uma pesquisa de caráter fenomenológico e auto-etnográfico, que relata metodologias e trilhas adotadas nas elaborações artísticas envolvendo e hibridizando o Corpo, o Texto e a Performance.

Nesse sentido, a plataforma Corpo-Texto busca provocar a discussão acerca da importância da assunção e presença, em âmbito acadêmico, do artista-pesquisador, em suas subjetividades metodológicas de elaboração de discursos; mas não apenas: também o considerando potencial agente interventor no aprimoramento conceitual e estético em contexto social mais amplo.
Por uma fruição dos discursos, nas diferentes linguagens: tanto crítica quanto sensível, tanto humana quanto sublime.
Essa, talvez, a missão (mais que função) do artista-pesquisador: ensinar, reaprendendo, a escrever-dançar-traçar o mundo...

Corpo Texto é também pretexto para fomentar o cenário da produção artística experimental e independente.
E procura parceiros cuja existência obedeça ao mesmo subtexto:
Encarar-se em suas insaciáveis criatividades multiplataforma…
Movidos, essencialmente, pela voracidade de se exercerem autorais.

É esse seu pretexto? Conheça nossos contextos!
Escreva-se aqui! E nos conte, com Corpo e Texto...

CorpoTexto

A GRAVIDADE
SOB AS PALAVRAS

Trecho da tese “A experiência do Corpo Texto: um aceno à construção da cena no corpo e à reinvenção do corpo em cena“ (Fernanda Nardy Bellicieri)

"Corpo: um veículo instantâneo de atemporalidades ocupando espaços tangíveis e intangíveis na criação de uma lógica própria a que chamamos existência.

Sim, o corpo enquanto veículo traduz-se e está encarnado no fenômeno da existência. Desta forma, o conceito de corpo, em seu estado vivo, só pode ser definido enquanto um não-conceito, uma definição-tentativa de apreender e, portanto, reduzir ao entendimento e à consciência, o fenômeno que só entendemos existindo: a própria vida.

E existir não significa apenas impor ao fenômeno de existência, regras da consciência humana. A vida é muito mais do que humana, e o entendimento do que nos cabe ou pensamos nos caber é meramente um recorte condicionado a fatores tão humanos quanto nossa capacidade de compreendê-los como são: fatores limitantes, como a cultura, a consciência, a ciência, as regras, os conceitos, as letras, as raízes, a terra, o ar, o estômago.

É desse existir emulsificado que busco um texto essencialmente derivado da percepção contextual de um sujeito em seu espaço-tempo que, exatamente por ser contextual a este sujeito, não pode delimitar-se a um cartesianismo cronotópico.
Um texto que é texto por acaso, porque nas raízes do sujeito que, corpo vivente, exposto ao fenômeno e a seu próprio repertório de existência enquanto corpo e intelecto (corpo-intelecto), restaram maiores proporções de verbo. Mas um texto que poderia ser desenhado, pintado, tocado, cantado; um texto-acaso, acasalado causa e casual, resultante da experiência de um autor-performer encarnado corpo vivente.

Busco o que chamo de “corpo-texto”: um texto que é corpo, derivado de existência e percepção. Porque é nesse sentido que são lidos e escritos, em meu processo autoral de criação cênica, enquanto autor, corpo vivente e sujeito contextual, os fenômenos: textos lidos e escritos, inscritos já verbo, encarnados. Minha interface de comunicação e abertura ao fenômeno da existência, através do corpo, é o verbo; e é a partir desse tipo de texto que desenvolvo um percurso autoral de escrita da cena, à pena e papel.

Uma pena que deve ser inevitavelmente cumprida, porque é à pena, palavra e texto que meu homem primário se desfaz do ser adquirido e se torna um único sentido. Em frente que trás, passado-presente, tão totalitário quanto o ver da alma, que não se explica completamente em ciências, que não deriva totalitariamente de razão.

É nesse contexto, do texto arma e libertação, do texto que me fere e rasga ventre do homem adquirido, que liberto a carne do previsível que condena e esgarça máscaras aos limites do insuportável; é desse motivo de estar vivo que empunho entranhas de um novo homem, escondido de cotidiano, sacrificado por temores de existir resistindo. É dessa pena afiada que venço o homem que não sou, mas que me é…

E resisto, insistindo em letras, porque existir é meu pretexto para escrever e escrever, pré-texto para existir… "

Na sessão Corpo-Texto, alguns contos e crônicas que nascem assim, eméticos e vorazes, condensando, instantâneos fotográficos, estados de alma. A visualidade dos textos é trazida pelas ilustrações de Maria Lúcia Nardy, artista plástica e ilustradora.

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SOBRE A GRAVIDADE
DAS PALAVRAS

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No processo transicional de lida com linguagens, da transcrição de verbo à cena, considerando-se a perspectiva do autor-ator ou performer, a estetização é tecida  em desafio à intencionalidade.

Como o corpo-texto (ou código verbal de caráter emético, resíduo da percepção do sujeito) transforma-se em texto-corpo (transposição cênica de corpo-texto, sua estetização ou volumetrização) ?

Como trazer o verbo à voz, aos braços e movimentos? Reescrever um texto que, por princípio e, novamente, sob a perspectiva do autor-ator, nasce-lhe da própria carne... Como expandi-lo em seu potencial expressivo, recuperando-lhe, agora estetizado e palco, um tanto da mesma potência de início, quando de sua concepção?

E que palco? Qual plataforma melhor lhe serve: arena, hipermídia, rua, vídeo, dança, performance ao vivo? Como explorar o uso da linguagem de modo a reconstruir o verbo e sua intencionalidade?

Na sessão Texto Corpo, o registro de experimentos cênicos (coreografias, performances, ensaios fotográficos) vivificados personagens, que nascem da experiência pendular entre um "eu" e um outro, entre a vida e seu negativo, entre a carne e o verbo, entrelinhas...
"Um aceno à construção da cena no corpo e à reinvenção do corpo em cena".

Corpos

GRAVIDADE

A GRAVIDADE SOBRE AS PALAVRAS

Por Fernanda Nardy Bellicieri: 
Na busca pela suspensão do corpo para que, através dele, se alcançasse um "outro corpo o mesmo"; como faço do verbo para descrever/escrever e desvelar "um mundo em mim e um eu no mundo", assim surgiu-me, como parte e ponto de partida, o Pole Art: uma modalidade que une complexa técnica de treinamento à expressividade corporal. A metros-luz do concreto, quase acredito, apesar da gravidade (e isso é grave)... Quase acredito voar.
O risco, o controle, a suspensão, a superação, e também a necessidade do pouso…
Envolver-se, mais que mover-se, em alcance à visão revelada de um mundo em que o corpo é sujeito de si, exercendo a liberdade de escrever-se.
Esse espaço fica reservado à alfabetização do corpo na modalidade Pole Art.
Do treinamento e aprimoramento técnico, ao experimentalismo que transforma a razão em encantamento pelo risco de exercer a liberdade de ver o mundo de uma forma tão diferente, que fica impossível retornar ao que se era antes de voar...

PRETEXTO

Porque escrevo, logo existo…

Tendo o escrever como pré-texto ao existir.
E creditando à  potência da palavra o motor crítico do aprimoramento, surge Pretexto a Corpo Texto:
Um espaço para que autores independentes e pesquisadores divulguem e compartilhem seus trabalhos.
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Livros

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Contos de F...

Fernanda Nardy Bellicieri

Conduzido por Pussy Jane Allsteam, essa sátira de caráter reflexivo diz respeito a como encaramos as relações humanas em tempos em que ser descartável é comum e politicamente correto e em que a superficialidade e falta de laços chegam a sufocar. A websérie Pussy Jane Allsteam é um desdobramento do livro. Acompanhe em www.pussyjaneallsteam.com! Para adquirir impresso, entre em contato.

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Crônicas da Cidade Crônica

Fernanda Nardy Bellicieri

Da exposição às feridas da cidade concreta nasceu uma dor crônica que, aos poucos, transformava-se em letras, um resto de compaixão guardada, discreta... Uma homenagem crítica à cidade ácida em seus rancores e alegrias alegóricas, impostas a nós, impostores, que de cotidiano-calma, suicidamos sonhos, em troca de moedas... Para adquirir impresso, entre em contato.

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Artigos e teses

Tese

A experiência do Corpo-Texto:

Um aceno à construção da cena no corpo e à reinvenção do corpo em cena
Fernanda Nardy Bellicieri

Tese apresentada à Universidade Presbiteriana Mackenzie, como requisito para obtenção do título de Doutor em Educação, Arte e História da Cultura.

LEIa
Artigo

O movimento enquanto intencionalidade no discurso performático:

do corpo texto ao texto corpo
Fernanda Nardy Bellicieri

Reflexão acerca das diferentes esferas do movimento a partir da tese doutoral "A experiência do corpo-texto". Artigo publicado nos anais do Congresso Avanca 2018 - Portugal.

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